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O que é bullying?

O bullying é universalmente definido como: “um conjunto de atitudes agressivas intencionais e repetitivas que ocorrem sem motivação evidente adotado por um ou mais alunos contra outros causando dor angústia e sofrimento”.  A discrição bate com um enredo comum nos filmes e seriados americanos não é? O valentão perseguindo o nerd, não é a toa que o termo bully (a tradução seria algo como valentão) venha de lá. Porém, ao contrário dos filmes o final dessas histórias não costumam ser felizes.  As vítimas das intimidações acabam tendo várias consequências psicológicas, tais como Depressão, Ansiedade e Fobia social, quando não cometem o fenômeno chamado school shooting (entrar armado e atirando na escola ou na instituição onde sofreu as humilhações).


BULLYING

Características do Bullying

Onde costuma acontecer? Bullying acontece sim em escolas, mas também acontece em instituições militares, em famílias, no trabalho (assédio moral), em asilos, enfim onde tiver concentração de pessoas. Dessa forma já dá para ver que não é apenas um problema de crianças, mas de adultos também.
Com que frequência acontece? É recorrente. As intimidações costumam acontecer todos os dias ou em intervalos curtos.
Como acontece?  A violência das agressões vai aumentando com o passar do tempo. Costumam começar com apelidos e ofensas verbais, passam a pequenas agressões (empurrões, rasteiras), até chegarem à violentas suras (fora do Brasil já aconteceram casos de assassinatos e pasmem: estupros).


Personagens que compõem o bullying

Uma das características mais marcantes do bullying é que em todos os casos sempre há pessoas exercendo os seguintes papéis:
O agressor ou bully: atualmente usa se o termo “autor do bullying” para se evitar estereótipo. Geralmente são pessoas que estão infelizes no espaço em que se encontram (seja na escola ou em onde ocorrer o fenômeno).  Possuem baixa autoestima e evidenciam as características negativas do outro como uma forma de camuflar as próprias imperfeições.  Não é incomum que o autor do bullying seja testemunha ou vitima de violência doméstica. Agressores tem maior propensão a se colocar em situação de risco como envolvimento com drogas, brigas, vandalismo entre outros problemas.
A vítima: é quem sofre as agressões. As características mais comuns são a introspecção e a timidez.  Mas, talvez a principal propriedade da vítima seja a dificuldade ou impossibilidade de reagir às agressões. Existem estudiosos do tema que afirmam que se a vítima conseguir reagir, não está caracterizado o bullying. Realmente está é a qualidade mais peculiar de quem sofre as agressões, pois muitas vezes o agressor possui a mesma característica que ridiculariza na vítima (também é obeso, etc.).  Existem três tipos de vítimas:


Vítima direta: É aquela que não faz nada para se tornar um alvo
Vítima provocadora: são pessoas hiperativas, ansiosas ou imaturas. Por conta dessas características criam situações que irritam os colegas e despertam a atenção dos bullies (quebrar coisas importantes, causar punições coletivas, etc.) como Peter Parker em Homem Aranha 1.
Vítima agressora: reproduz os maus tratos que sofre em outra vítima em geral alguém mais frágil e indefesa do que ela como acontece no desenho “Antbully” (traduzido como Lucas: um estranho no formigueiro).
A platéia ou público: são as pessoas que testemunham as agressões, não participam ativamente do bullying, mas sem elas não haveriam os abusos. É a elas que o autor do bullying tenta impressionar. Algumas destas testemunhas não simpatizam com o bullying, mas não falam nada por medo de se tornarem vítimas também, outras incentivam os agressores rindo das suas atitudes diante das vítimas. Existem ainda aqueles que saem em socorro da vitima.

Consequências do bullying

Nas vítimas: Desinteresse pelos estudos, prejuízo na aprendizagem, reprovação escolar, abandono escolar, estresse, insegurança, medo, problemas de autoestima, isolamento social, insônia, ansiedade, depressão, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT)
Nos agressores: (bullies) uso abusivo de álcool ou drogas,  envolvimento em lutas corporais, envolvimento na criminalidade, furtos, problemas com a justiça,  posse de armas, destruição de patrimônio público.


Nas testemunhas: sensação de insegurança, medo, desconfiança e em alguns casos os mesmos problemas apresentados pelas vítimas (raro)


E se meu filho estiver sofrendo Bullying?

O que todo pai e toda mãe deseja é que seus filhos sejam sempre felizes e que estejam sendo bem tratados quando eles, os pais, estiverem ausentes. Por essa razão o bullying é um fantasma que assombra muitas mentes paternas, afinal imaginar que seu maior tesouro está sofrendo nas mãos de um pequeno tirano é algo muito difícil. Veja algumas coisas que você pode fazer pra minimizar esse problema:

Como saber se meu filho está sofrendo bullying?

Se você é uma mãe ou um pai atento terá notado algumas mudanças que podem indicar que o seu filho ou filha está sendo vítima de bullying:


  • Insiste para mudar o trajeto de ida ou volta da escola.
  • Apresenta uma queda repentina nas notas.
  • Parece muito tenso e preocupado nos dias de voltar a escola, e extremamente feliz e descontraído aos finais de semana e feriados.
  • Começou a preferir ficar próximo aos adultos e evitar crianças da mesma idade.
  • Seus pertences aparecem quebrados ou simplesmente desaparecem.
  • Aparece com ferimentos e hematomas que não consegue explicar ou dá uma explicação sem sentido e/ou vaga.
  • Começa a apresentar algum tique ou sinal de ansiedade: roer unhas, chupar dedo, etc.
  • Demonstra alterações repentinas de humor, explosões de raiva, irritação ou choro.
  • Apresenta um súbito interesse por coisas violentas, filmes, jogos revistas etc.
  • Queixa-se de dor de barriga, dor de estômago, enjoo, tontura, perda de apetite, insônia (sintomas de ansiedade) sendo que isso se intensifica no horário que antecede a entrada na escola.
  • Aumenta os gastos em cantinas ou começa a pedir mais dinheiro para ir à escola (sinal que está sendo extorquido ou está comprando presentes para agradar um valentão).
Atenção! Cabe lembrar que a presença de algum desses sintomas não significa necessariamente que seu filho esteja sofrendo bullying. Porém se vários deles aparecerem com frequência é sinal que você deve investigar mais fundo.

Como ajudar meu filho a lidar com o bullying?



Se você tem absoluta certeza que o seu filho ou filha está sendo uma vítima de bullying qual é a melhor maneira de proceder?
O que você NÃO deve fazer


Nunca diga a culpa é sua: nunca responsabilize o seu filho que é vítima de bullying por não conseguir reagir às agressões que ele vem sofrendo.
Não encoraje o revide: não é uma boa ideia incentivar que seu filho (a) assuma uma postura agressiva, ele pode se machucar ou machucar a outra criança e consequentemente acarretando problemas maiores para ele e para você. Não incentive outras crianças a revidar por ele (irmãos mais velhos, tios, amigos).
Não tire satisfação: procurar o valentão ou os pais dele para tirar satisfação sobre o que está acontecendo pode piorar tudo, o bully pode se tornar mais agressivo e/ou os pais deles podem “engrossar” com você.

O que você pode fazer?

Ajude-o a aumentar a autoestima: os apelidos maldosos fazem um efeito tão forte no seu filho ou filha por que ele (a) também acredita neles, ele acredita que é feio, esquisito, etc. Uma criança ou adolescente com boa autoestima não se incomodaria com isso.
Aproxime-se da escola: entre em contato com os professores e a direção da escola com o intuito de informá-los da sua suspeita. Peça ajuda e lembre-se de manter sempre a educação (infelizmente acho que preciso colocar esse aviso) afinal a escola tem muitos problemas e ninguém lá é seu empregado.
A depender da resposta que receber da instituição cogite a possibilidade transferir o seu filho para uma escola que posso oferecer maior atenção a ele.
Ajude-o a se impor: Matricule-o em uma aula de artes marciais: A ideia não é revidar e sim aprender a filosofia das artes marciais que ajuda a desenvolver a autoconfiança e a tranquilidade diante de um desafio. Ensine-o formas assertivas de solucionar conflitos.
Converse com os pais do agressor: Conversar não é tirar satisfação e nem sequer exigir nada, o que você deve fazer é avisar aos pais do outro garoto (a) e pedir que eles conversem com o filho sobre o problema. Seja gentil e peça para que eles não punam o outro garoto, isso vai ajudar a fazer com que eles se sensibilizem com você e evita que o valentão veja o seu filho (a) como um dedo duro.
Lembre-se...
O outro garoto (a) não é um marginal, é apenas uma criança que em muitos casos é também vítima de pais violentos (por que você acha que eu te pedi para não ir tirar satisfação?) e de um lar desorganizado. Então trate-o com carinho.

Estou sofrendo bullying o que eu faço?

Um sujeito maior está te perseguindo? Colocando apelidos horríveis (baleia, quatro olhos, mordida assassina etc.) fazendo piadas para que todos riam de você, ameaça te bater e parece que sempre está te seguindo?  Sim isso é bullying! Mas o que você pode fazer para sair dessa?  Veja algumas dicas:
Faça amigos
Sei que as vítimas de bullying são pessoas tímidas e tem dificuldades em fazer amigos... Mas tente! Isso vai aumentar sua autoestima e o mais importante é que os bullies não vão mais te encontrar sozinho. Já ouviu o ditado? “A união faz a força” sozinho você pode não ser muito forte, mas na companhia dos amigos a história é diferente.
Evite ficar sozinho 
Os agressores procuram esperar os momentos em que a vítima estar só e longe de qualquer um que possa defendê-la para poder atacar. Se não tiver amigos prefira ficar próximo à diretoria ou sala dos professores nos momentos de intervalo (ou recreio).
Aproxime-se mais dos adultos da escola
Cumprimentar o tio do pátio, a merendeira, o pessoal da secretaria é uma estratégia, converse com eles e tente ficar por perto nos horários que não há aula, tente ser visto mais vezes pelos funcionários da escola (ou local que estiver), isso aumenta as chances de um deles te ajudar com o valentão.
Entre em um clube de que goste (xadrez, leitura, ou qualquer outro), pratique seu esporte preferido (mesmo sendo pato), entre em qualquer grupo do seu interesse, isso vai te ajudar a fazer novos amigos.
Aprenda a se impor
    O bully escolhe uma vítima entre os que ele sabe que são mais fáceis de intimidar por essa razão você precisa aprender a se impor, isso não quer dizer que você vai enfrentar o valentão (pelo menos não fisicamente):
  • Procure olhar nos olhos do valentão e evite desviar o olhar
  • Fale com firmeza e convicção como uma pessoa confiante faz: “devolva a minha caneta!” “sai de perto de mim!”.
  • Segure o choro, pelo menos na frente do bully, não chore mesmo que ele fale coisas que te deixe muito nervoso (a) ou chateado.
  • Mantenha a aparência de calma, não deixe ele (a) perceber que te intimida.
  • Se ele quiser pegar alguma coisa sua (algum pertence, dever de casa, etc.) pode ser melhor entregar, mas fale para um professor, inspetor (tio) ou outro responsável que conseguir encontrar.

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  1. meu filho decaiu muito na escola, foi então que eu resolvi instalar o www.brunoespiao.com.br no celular dele e descobri que ele estava sofrendo bullying, troquei-o de escola e agr ele esta indo muito bem

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    1. Parabéns Ricardo por observar no seu filho o comportamento diferenciado e buscar meios de ajudá-lo! Ficamos felizes com a melhora dele!

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