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5 DICAS PARA LIDAR COM SITUAÇÕES QUE OS PAIS MAIS RECLAMAM NOS FILHOS


Trabalho há muitos anos na Educação, formada em Pedagogia e Psicopedagogia, já vivenciei e escutei muitas situações em que os pais não sabem o que fazer com os filhos quando se trata de comportamento inadequado e birras. Quantas vezes já escutei reclamações tipo “meu filho se joga no chão fazendo birra”, “ele não quer comer comida” ou “meu filho está muito agressivo, o que eu faço professora?”. Situações essas que deixam os pais desorientados...
       
Educar uma criança não é tarefa fácil! Exige muito amor e comprometimento!
       
A criança está em processo constantemente de desenvolvimento, de valores, personalidade, comportamento, etc. Assim, nós adultos acabamos sendo o exemplo, o espelho para elas. Assim, preste atenção nos comportamentos que você está tendo perto da sua criança, que valores que você transmite, qual é a qualidade do tempo que você passa com ela?


5 DICAS PARA LIDAR COM SITUAÇÕES QUE OS PAIS MAIS RECLAMAM NOS FILHOS


Falo em tempo porque sei que vivemos uma época que o tempo vale ouro, que na maioria das vezes os pais trabalham e estudam, sobrando pouco para estar com os filhos.

Mas, dedique-se o máximo possível para ela. A criança deve se sentir amada e segura. Esse tempo com ela deve ter o máximo de qualidade possível. Não adianta estar junto (no mesmo espaço físico) e os pais estarem dispersos com celulares, por exemplo. Converse, brinque, faça carinho, ensine, enfim, torne esse tempo (por mais curto que for) rico em amor e aprendizagem.

Bem, depois de uma rica dica geral dada, agora vou listar para vocês 5 coisas que os pais mais reclamam nas crianças e algumas dicas práticas para melhorar esses comportamentos.

1 – MEU FILHO NÃO OBEDECE!

Nunca se esqueça: dar limites é um gesto de amor! Portanto, uma criança precisa de limites sim! Afinal, tudo nesta vida tem e precisa de limites, além disso ela precisa para a sua própria segurança também.

Hoje em dia muitos pais compensam a falta de tempo com a criança deixando elas fazerem tudo o que querem, pois, dá muito menos trabalho deixar a criança livremente do que ensiná-la, afinal, o dia foi tão cansativo, não é mesmo?! Além de se sentirem culpados e mimarem para suprir essa falta.

Por isso, vemos um número crescente nas escolas de crianças com problemas de comportamento, pois, refletem nas escolas o que vivenciam em casa. E, geralmente, essas crianças acabam tendo problemas na aprendizagem devido não apresentarem os limites necessários para desenvolverem certas atividades.

A primeira coisa que você deve ter em mente: você deve ser um líder nessa relação, demonstrar autoridade perante o seu filho ou filha. Eu não estou falando de autoritarismo, de ditadura, mas sim, de que a criança deve saber que tem que te respeitar, de que você é mãe e assim, ela também aprenderá a respeitar todos os adultos.

Você deve estar pensando: mais eu quero ser amiga do meu filho? Amizade é um outro tipo de relação, entre vocês deve haver uma relação de pais e filhos aonde o amor, carinho e respeito devem estar presentes.

Para isso, estabeleça regras bem claras e simples junto com a criança. Os pais devem estar junto, pois, os dois tem que ter a mesma fala com a criança. Você pode até montar um painel com ela para ajudar a relembrá-la. Estimule sempre as coisas positivas, elogie tudo o que for correto e dê um agrado de vez em quando. Quando eu falo agrado, não precisa e nem deve ser um big presente, mas sim realizar algo junto com a criança, um mimo de incentivo. Contudo, não estabeleça uma relação de barganha, tipo “faça isso que eu te dou aquilo”; ela deve ter em mente as regras combinadas e saber que aquilo é o correto.

Se acontecer algo ao contrário do que foi combinado, mostre para ela (no mesmo instante) que o seu comportamento não está conforme combinaram e que você ficou triste com isso. Ensine a visão correta do ato. Não precisa gritar e nem se descabelar, coloque um tom de tristeza e autoridade na sua voz. Se for preciso, em crianças maiores, tire por um tempo determinado algo que ele goste e explique o motivo.

Lembre-se sempre que o NÃO deverá ser sempre acompanhado por um motivo. A criança deve entender o porquê do não.


2 – MEU FILHO NÃO QUER COMER!

Quantas vezes já escutei de mães aflitas que estavam muito preocupadas, pois, seus filhos não queriam comer. Mães agoniadas com a possibilidade de seus filhos ficarem doentes pela falta de nutrientes no corpo.

Primeira coisa: crianças muito pequenas (entre 1 a 3 anos) não tem um apetite muito grande mesmo. Ela não precisa comer horrores para se sentir saciada. O importante é manter uma alimentação equilibrada rica em nutrientes essenciais para a sua faixa etária. Converse com o seu pediatra sobre isso e tire suas dúvidas.

Uma outra coisa que pode estar acontecendo é que por sentir medo de seu filho estar com fome acaba dando aquelas “gostosuras” (bolachas, iogurtes, macarrão criança e fazendo com que ela se acostume a saber que, mesmo se ela não comer a comida da refeição, terá algo que ela gosta tanto um pouquinho mais tarde. Eles são muitos espertos e conhecem nossos hábitos.

Tente fazer o momento da refeição um momento de prazer (e é mesmo)! Coloque a criança para comer em um lugar mais tranquilo, se possível, com toda a família. Monte pratos bonitos, bem coloridos, que chamem a atenção de seu filho; afinal, todos gostamos de ver um prato bem apresentado. Experimente na frente dele e elogie o sabor, dê o exemplo e coma frutas, verduras e legumes.

Se ele não quiser comer, não torne aquele momento uma guerra. Respire fundo e bola para frente; porém, não vá ofertar aquela mamadeira bem grande de leite com chocolate depois para ele não ficar com fome.

Caso o problema persista por um tempo, converse com o pediatra que acompanha o seu filho.

QUER TER MAIS IDEIAS CRIATIVAS PARA A EDUCAÇÃO ALIMENTAR DA SUA FAMÍLIA? REFEIÇÕES BALANCEADAS QUE SEU FILHO NÃO IRÁ RESISTIR? VEJA: MAMÃE, O QUE VAMOS FAZER HOJE?

3 – MEU FILHO NÃO QUER DORMIR!

Que criança não gosta de ficar brincando e brincando... Geralmente elas só dormem quando chegam à exaustão.

Crianças pequenas precisam e devem ter uma rotina. Nas escolas isso é a base do trabalho para a criança se sentir segura do que vai acontecer naquele período. E assim deve ser em casa também: quando existe uma rotina para acordar, ir à escola, fazer as refeições, brincar, assistir tv, dormir, etc. a criança vai incorporando isso no seu “relógio biológico” e consequentemente vai saber que é a hora mesmo de dormir (e o cansaço vai bater também). Deixe para dar aquelas escapadinhas na rotina em dias de festa ou passeios.

Se a criança insistir de ficar na sua cama, seja firme na sua comanda e mando-o voltar para a sua. No começo ele pode chorar e chorar, mas, depois de um tempo ele vai se acalmar.
       
Outra dica para o momento de dormir é que você pode estabelecer um ritual prazeroso para ele dormir, por exemplo, ao deitar na cama cantar músicas de acalanto ou contar aquela história bem gostosa e tranquila.

4 – MEU FILHO FAZ BIRRA PARA TUDO!

Quantas vezes já presenciei na escola ou com os pais, no supermercado por exemplo, uma criança se atirando ao chão, gritando e fazendo birra por estar se sentindo frustrada por qualquer coisa insignificante, por ter escutado um não ou por lhe ter sido recusado algum pequeno desejo. Eles fazem com que os adultos que estão lhe acompanhando se sintam perdidos e nervosos, em uma situação que não sabem o que fazer.

A primeira coisa: nunca ceda as birras! Muitas vezes por ser mais fácil os pais acabam cedendo e fazendo a vontade da criança. Isso pode fazer com que a criança acostume em saber que, mais cedo ou mais tarde, você cederá.

O essencial é: respire bem fundo e tente se acalmar! Não adianta fazer nada nervosa porque o que vai acabar acontecendo é você gritando com o seu filho e ambos disputando quem pode mais no grito.

Tente inicialmente não dar muita atenção, pois, muitas vezes sem “plateia” a criança pode se acalmar.

A criança continuou com a birra? Seja acolhedor e ao mesmo tempo firme. Use o seu tom de voz imponente para falar com ele na mesma hora em que tenta se aproximar com carinho. Traga-o para perto de si, explique o motivo do não e lhe dê um abraço.

        Você pode tentar também o distrair com alguma coisa chamativa.
Outra dica é comparar o comportamento dele atual com outros que estão próximo no mesmo espaço, ou seja, que ele está diferenciado.

Lembre-se sempre de antes de sair retomar os combinados com a criança e valorizar as atitudes positivas dela.


5 – MEU FILHO ESTÁ MUITO AGRESSIVO!

Hoje em dia vemos muitos casos de crianças com comportamentos mais agressivos. Pais que reclamam que seus filhos tentam bater neles próprios e em escolas de crianças que agridem facilmente ou até sem motivo nenhum um outro coleguinha.

A primeira coisa a se pensar é: o que a criança está vivenciando? Como coloquei anteriormente, a criança aprende o que vive, nós adultos somos a referência dela. Pense bem se ele não está vendo discussões e brigas entre outros adultos ou crianças maiores de sua vivência.

Observe os desenhos que ele está assistindo. Muitos desenhos só ensinam agressividade; busque alternativas mais propicias para a idade. Conheça também os jogos que ele brinca.

Novamente, retome constantemente as regras e combinados e estimule as regras e combinados. Valorize atitudes positivas e coloque a criança para praticar algum esporte.

Caso a criança esteja exagerando e você não sabe mais o que fazer, procure a ajuda de um psicólogo.

Não existe uma receita de bolo para criar um filho, mas existem coisas que você pode tentar para ajudar nessa tarefa que não é nada fácil, não é mesmo?!

Porém, tenho certeza que todo o trabalho compensa e em troca você tem muito amor e carinho!

VOCÊ PODERÁ GOSTAR DE VER: COMO ESCOLHER UMA BOA ESCOLA? 

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