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        Por um grande tempo falar sobre sexo sempre foi um tabu, claro que não posso negar que ainda é.
Na realidade a percepção do que é o sexo já mudou também várias vezes na história, como por exemplo: na pré-história era visto somente como forma de procriação, na Antiguidade via-se como um culto religioso, já na Idade Média era uma forma de dominação, etc. Foi somente a partir de 1960 que começou a ser ampliado como uma forma de afirmação da sexualidade do indivíduo.
Muitas pessoas não tiveram uma franca conversa sobre sexualidade, pois, principalmente para nós mulheres o sexo era tido como algo impuro, que somente era feito para cumprir o papel de esposa e mãe, nesse tempo até o direito em ter prazer nos era negado.
Mas, as coisas estão mudando e hoje percebe-se que é muito importante falar sobre sexo desde de criança para que ela tenha uma educação sexual saudável e não fique exposta a adultização precoce, aos perigos que isso pode trazer e saiba se defender de possíveis males (pedofilia, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez precoce, por exemplo). Além disso, para que ela não se torne uma pessoa assexuada quando adulta, pois, isto também fará mal a ela.
Sei que não é fácil falar sobre isso com o seu filho ou filha! Acredito que é difícil para a mãe ou o pai responder perguntas que as crianças fazem do nada, como: “de onde vem os bebês?” – e saiba que aquela história das cegonhas já caiu por terra...kkk...

MÃE E FILHA CONVERSANDO

Então, vamos lá a algumas dicas que podem te ajudar nessa questão:

1 – MANTENHA SEMPRE UM DIÁLOGO ABERTO

        Em qualquer tipo de relacionamento o diálogo é essencial! Isso também será via de regra com o seu filho. Converse sempre com ele, seja receptível para sanar dúvidas de qualquer natureza, de forma que nenhuma coisa se torne problema. Demonstre sempre interesse por tudo!
        Se ele não conversar com a família buscará em outros meios, como internet, televisão, amigos, etc. e muitas coisas aparecerão de forma distorcida.
        A conversa deve ser sempre franca, de maneira leve e natural. Se não souber de alguma resposta diga que irá estudar e depois retome o assunto. Tente responder sem muitos rodeios e complexidade, de acordo com a idade da criança.
        Geralmente a criança apresenta algum tipo de dúvida seja por meio da oralidade ou por brincadeiras (esteja sempre atenta). Ela pode procurar os pais para conversar, caso não, busque um diálogo com ela, mas, nunca comece com aquela velha frase que pode assustar desde o início “está na hora de termos uma conversa séria”.

2 – EXISTE UMA IDADE CERTA PARA CONVERSAR?

        Você deve estar pensando: existe uma idade certa para conversar sobre sexo com o filho? A resposta é não! Como o ser humano é muito curioso pode ser que a qualquer minuto seu filho faça uma pergunta sobre sexo; então, respire fundo e com toda calma tente responder de forma simples.
        Não é que ele está fazendo alguma pergunta que está interessado em sexo, mas sim porquê as crianças são curiosas por qualquer assunto e, como vivemos em mundo que corre informações muito rápido pode ser que ele tenha visto ou escutado algo na televisão ou internet.
        Caminhando para a adolescência que a curiosidade pelo tema aí sim se tornará maior e os pais têm que estar preparados para lidar com o assunto de forma natural respeitando o nível de compreensão do filho ou filha.

3 – IMPORTÂNCIA DA SUA INDIVIDUALIDADE E RESPEITO

        Durante essas conversas é importante falar para o seu filho ou filha que todos temos uma individualidade, que cada pessoa possui um corpo diferente e que isso deve ser respeitado. Procure orientar sobre não deixar ninguém mexer nele/nela, assim poderá evitar alguma situação de possível abuso.

4 – MASTURBAÇÃO

        A masturbação faz parte da natureza humana. Quando somos crianças ás vezes fazemos isso não por caráter sexual, mas sim porquê as crianças estão explorando, aprendendo tudo o que o seu corpo pode fazer, como por exemplo elas acabam brincando com os dedos dos pés ou mãos, cutucando a orelha, mexendo no umbigo, etc. e se tocar em algum ponto podem acabar descobrindo sozinhas que pode ser prazeroso.
        Caso você veja algum momento de possível masturbação da sua criança, não brigue e se desespere, apenas oriente que aquilo não deve ser feito na frente de outra pessoa, mas sim quando estiver sozinha e não o tempo todo. Também, comece a observar se isso não se tornou muito frequente, pois, pode ser sinal de outras coisas, como uma transtorno. Se for o caso procure orientação médica.
        Se ele já estiver entrando na adolescência pode ser sinônimo de que os hormônios já estão trabalhando na puberdade.

5 – NA ADOLESCENCIA...

        Ser adolescente não é fácil! Passam muitas dúvidas pela cabeça, o corpo está mudando, os hormônios em pleno vapor, etc. Por isso, manter um diálogo é essencial, mas sem ser invasivo, afinal, já passamos por essa fase e sabemos que não gostamos disso.
        Agora é muito importante conversar sobre doenças sexualmente transmissíveis, a importância da camisinha, gravidez precoce, etc. O papel dos pais é orientar sem serem ditadores (pois, ditadura acaba sempre sendo pior as consequências); confie na educação que você deu para ele até então, ensine-o o respeito a si e ao outro.
        É bom também leva-lo ao médico porque com algumas coisas um profissional pode ajudar, como por exemplo, nas meninas com a menstruação e saúde.

        Falar sobre sexo com o filho não é nada fácil, mas também não deve ser uma tempestade. Trabalhar a sexualidade é ensinar o respeito, a confiança, a responsabilidade. Não é porque está falando sobre o tema que ele é precoce sobre o assunto, mas sim pois quer sanar alguma dúvida que surgiu. Respeitar e ensinar é ajudar a criar um adulto que conhece sua sexualidade, tem educação para cada momento e respeita a individualidade do próximo.


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